quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Desafio PopSugar #3

Eu roubei. Admito.
Tirei do pote o desafio "um livro com críticas ruins" e fiquei um longo tempo procurando, dentre todos os livros que eu queria ler, um que tivesse uma má reputação. Não achei nada com críticas MUUUITO ruins, mas o que tenho e que teve mais resenhas negativas é Ordem de Extermínio, do James Dashner, que é como um prelúdio à trilogia Maze Runner.
Acontece que, eu olhei, olhei e olhei praquele livro. Considerei, abri, li algumas páginas e... desisti. Não posso me forçar  ler algo que não quero e que, ainda por cima, tem críticas ruins. Por que você leria um livro que a maioria as pessoas não gostou? Eu terminei a trilogia Maze Runner já tem dois anos, e sinceramente, não me sinto inclinada a ler algo naquela sociedade de novo. Minhas resenhas dos três livros da trilogia estão aqui, e eu gostei deles, mas simplesmente não vou ler a Ordem de Extermínio. Minhas perguntas oram respondidas, e as que não foram, eu já esqueci ou me conformei. Não vejo que bem faria. Não são nem os mesmos personagens que nós conhecemos e gostamos.
Enfim. Eu poderia escolher outro livro além desse, mas resolvi que não. Não existe motivo pra ler um livro com tantas resenhas negativas, um livro que você provavelmente não vai gostar. A vida é muito curta, e é melhor ler só o que você sabe que vai gostar ou sente que te acrescentará em alguma coisa.
Dito isso, vamos ao verdadeiro desafio que sorteei:

Um livro que um amigo recomendou
Para esse amigo, escolhi meu pai. Mas eu sabia que se eu dissesse "me recomende um livro" ele me recomendaria vários, e desses vários se eu dissesse pra escolher um, ele escolheria Dom Quixote, então resolvi controlar um pouco as escolhas. "Pai, me recomenda aí um livro brasileiro. Tô querendo ler mais autores nacionais" Ele sabe que estou lendo Machado de Assis na faculdade, então ficou longe disso. Eu disse que queria algo fácil, legal, que fluísse bem, e ele me recomendou...

O Encontro Marcado - Fernando Sabino

De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar.

No início, eu pensei "Wow, meu pai me conhece muito bem". Eu estava adorando, previa que se continuasse daquele jeito se tornaria um dos meus livros favoritos. O personagem principal, Eduardo Marciano, era parecido comigo em matéria de crítica literária quando era jovem, e quando foi crescendo foi tendo conversas interessantes que seriam o tipo de conversa que eu gostaria de ter, em bares, com os meus amigos. O clima todo é bem boêmio, apesar do livro tratar em alguns pontos de coisas pesadas, como suicídio, pedofilia, aborto... Tinha tudo pra ter sido um livro ótimo (na minha opinião)... se apenas houvesse um PONTO. Um final, um lugar pra onde a narrativa estivesse indo. Eu, sem perceber com qual tipo de livro estava lidando, esperei, o livro todo, por ALGO. Muitas coisas acontecem, é claro (a vida inteira de Eduardo!), mas é tudo tão intrínseco à narrativa que é como se nada tivesse, de fato, acontecido. Acho que estou muito mal acostumada com essas narrativas mais diretas que tenho lido...
Depois de terminar e ter uma conversa longa com meu pai, eu entendo a intenção de retratar a vida de uma geração, a geração da época, e entendo que o livro quer mostrar que, na vida, as coisas são assim mesmo... Não adianta planejar, nada realmente acontece como você quer. No final, você não deve ficar esperando e pensando "quando tal coisa acontecer, vou ser feliz", você tem que tentar ser feliz nos momentos, pois felicidade de longo termo é quase um mito. No final, você vai olhar pra trás e ver que nada deu certo, mas a vida é assim mesmo, e adivinha? você foi feliz, afinal.
Entendo e aprecio tudo isso. Ainda assim, o livro ficou um pouco tedioso na segunda parte, e eu perdi toda aquela felicidade por estar lendo aquela estória, e aí só ficou... a obrigação de terminar. É horrível quando isso acontece. Por isso, infelizmente, três estrelas.
Definitivamente tentarei ler outras coisas do autor. Provavelmente as crônicas. 

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